Urticária

A urticária é uma erupção que se caracteriza pelo aparecimento súbito e efêmero de placas avermelhadas e inchadas na pele, que causam coceira. Podem ter desde milímetros a centímetros, acometer uma determinada região ou formar lesões extensas. Às vezes são mais esmaecidas no centro, formando aspectos bizarros com contornos circulares, policíclicos e serpiginosos.

 

A coceira sempre está presente, de intensidade variável, mas, frequentemente, é intensa e incomoda bastante os indivíduos afetados. As lesões individuais persistem somente em um local por algumas horas, surgindo em outras regiões, em qualquer área do corpo. Aparecem em surtos, a qualquer momento e, quando desaparecem, não deixam marcas.

 

Pode ter caráter agudo, desaparecendo em alguns dias, ou tornarem-se crônicas (duração maior que 4 a 6 semanas). Nesse sentido, muitas vezes é difícil determinar o fator causal. Em torno de 70% das urticárias crônicas, o fator causal é desconhecido. Nas agudas, geralmente é possível determinar o agente causador. Costumam ser medicamentos, alimentos, inalantes e picadas de insetos.

 

Existe um tipo especial de urticária aguda denominado edema de Quincke ou edema angioneurótico. Nesse caso há intenso inchaço localizado que atinge, frequentemente, pálpebras, lábios, língua e laringe, dificultando a respiração e trazendo risco de asfixia por obstrução mecânica.

 

Tipos

 

Os tipos mais comuns de urticária são:

  • Medicamentosa;
  • Alimentar;
  • Colinérgica (calor, exercício, emoção);
  • Solar (decorrente de exposição solar);
  • Aquagênica (desencadeada por imersão em água);
  • Ao frio (em áreas expostas ao frio);
  • Ao calor (após contato com objeto quente);
  • Por pressão (em áreas de pressão como de atrito com roupas);
  • Dermografismo (a lesão se evidencia após fricção ou pressão linear sobre a pele).

 

Causas

 

A urticária pode ser decorrente de inúmeros fatores:

  • Medicamentos: os mais comuns são as penicilinas, sulfas, sedativos, analgésicos (como a aspirina), laxantes, hormônios e diuréticos;
  • Alimentos: ovos, peixes, nozes, frutos do mar bem como aditivos, corantes, aromatizantes e preservativos de alimentos;
  • Infecções: bactérias, fungos e vírus, como em portadores de focos infecciosos dentários, sinusites, otites, infecções pulmonares, gastrointestinais e urinárias;
  • Parasitoses em geral Inalantes: inseticidas, pólens, poeira, penas, cosméticos (pós, perfumes, desodorantes);
  • Doenças internas: lúpus eritematoso sistêmico, linfomas, cânceres, leucemias, febre reumática e artrite reumatoide juvenil;
  • Agentes físicos: luz, calor, frio e pressão (urticárias físicas);
  • Contactantes: contato com alimentos, tecidos, pelos e saliva de animais, vegetais, medicamentos e cosméticos;
  • Fatores psicológicos: frequentemente é um fator agravante e não desencadeante.

 

Diagnóstico

 

Geralmente, o diagnóstico é clínico e solicitam-se alguns exames laboratoriais de sangue, fezes e urina. Desse modo, tenta-se identificar fatores causais, principalmente a presença de infecções ocultas. O fator causal deve ser descoberto e afastado para cura definitiva. Além de exames laboratoriais, deve ser feito um questionário minucioso com o paciente e observação prolongada por longos períodos. Quando não se encontra causa é chamada de urticária idiopática.

 

Tratamento

 

No tratamento, além de afastar as prováveis causas, para aliviar os sintomas recorre-se ao uso de antialérgicos como, por exemplo, hidroxizine, terfenadina, loratadina, cetirizina, fexofenadina, corticoides e, em alguns casos, antidepressivos. Recentemente, uma nova classe de medicamentos chamados biológicos (omalizumab) tem sido usados para tratar casos mais graves. Para tratar processos infecciosos ocultos é preciso evitar o uso de aspirina, anti-inflamatórios, tranquilizantes, laxantes e bebidas alcoólicas. Assim como a ingestão de corantes ou conservantes, enlatados, peixes, frutos do mar, chocolates, ovo, refrigerantes e sucos artificiais e evitar stress. Afinal, essas medidas podem ajudar quando a causa não é encontrada.

 

O dermatologista deve avaliar cada caso individualmente após observação detalhada para escolher o melhor tratamento. Não se automedique!

Sobre

A Clínica Sandra Freitas oferece uma ampla variedade de tratamentos dermatológicos e de estética. Conheça alguns de nossos procedimentos e agende uma consulta de avaliação.

Post Recentes
Redes Sociais
WhatsApp chat